segunda-feira, 29 de junho de 2009

Fofoca!

Caros leitores desse blog, mil desculpas pela falta de atividade , realmente estou passando por uma fase pouco criativa.

Enquanto isso vou postar aqui alguns textos que acho interessante. O primeiro deles é esse do livro "Boas Maneiras" do nosso querido Mestre DeROSE sobre fofocas.

Aliás, esse livro é leitura obrigatória para quem quer se aprimorar na arte de conviver bem com os outros.

Abraços,
Vini


Pessoas inteligentes falam de idéias.

Pessoas medíocres falam de acontecimentos.

Pessoas burras falam de outras pessoas.

Autor desconhecido

Em fofoca não se deve acreditar, nem nas mais ingênuas. Jamais encorajá-las. Lembre-se de que o fofoqueiro é um pombo-correio que leva e traz. O que ele estiver fofocando sobre o Beltrano ausente, provavelmente fofocará a seu respeito assim que você virar as costas. Corte habilmente o assunto ou retire-se sem muito alarde.

Lembre-se do axioma no. 1 da Nossa Cultura: não acredite. Esse é o nosso primeiro dispositivo para neutralizar fofocas.

O dispositivo no. 2 é não passar adiante nenhuma observação que mencione o nome de alguém. Se o comentário tiver nome, morre ali.

O dispositivo no. 3 é o acordo tácito entre nós de que quando alguém tiver algo a comentar, não mandará recado, mas sim falará diretamente com a pessoa interessada.

O dispositivo no. 4 é a confiança e a certeza de que nosso amigo ou companheiro está cumprindo o dispositivo número 3, acima.

O dispositivo no. 5 é o exercício usado na antiguidade e que chegou aos nossos tempos com o nome de telefone sem fio, o qual consiste em formar-se um círculo de pessoas e passar uma frase à primeira, para que ela passe adiante e assim sucessivamente até que chegue ao último do círculo. As distorções são tão grandes e absurdas que nos fazem compreender como surgem os falsos rumores. E, ao mesmo tempo, vacinam as pessoas mais inteligentes para que não acreditem no que ouvirem, seja lá de quem vier a notícia, até das pessoas mais críveis.

Para ilustrar, vou-lhe contar uma história que me foi transmitida como fato real. Na Companhia do Quartel General da Primeira Região Militar, no Rio de Janeiro, o capitão teria se dirigido ao tenente e dito:

— Amanhã haverá eclipse do Sol, o que não acontece todos os dias. Mande formar a companhia às 7 horas, em uniforme de instrução. Poderão, assim, todos, observar o fenômeno e na ocasião darei as explicações. Se chover, nada se poderá ver, e os homens formarão no alojamento, para a chamada.

O tenente ao sargento:

— Por ordem do capitão, haverá eclipse do Sol amanhã. O capitão dará as explicações às 7 horas, com uniforme de instrução, o que não acontece todos os dias. Se chover não haverá chamada lá fora e o eclipse será no alojamento.

O sargento ao cabo:

— Amanhã, às 7 horas, o capitão vai fazer um eclipse do Sol com uniforme de passeio. O capitão dará no alojamento as explicações, se não chover, o que não acontece todos os dias.

O cabo aos soldados:

— Amanhã, às 7 horas, o capitão vai fazer um eclipse do Sol com uniforme de passeio e dará as explicações. Vocês deverão entrar formados no alojamento, o que não acontece todos os dias. Caso chova não haverá chamada.

Entre os soldados:

— O cabo disse que amanhã o Sol, em uniforme de passeio vai fazer eclipse para o capitão, que lhe pedirá explicações. A coisa é capaz de dar uma encrenca dessas que acontecem todos os dias. Deus queira que chova.

Portanto, se você ouviu dizer algo, através de terceiros, não perca o seu tempo acreditando em bobagens.

Por outro lado, a fofoca é uma energia poderosa que pode ser canalizada para fins construtivos. Aprendemos nas artes marciais do Oriente a não opor resistência direta ao ataque do inimigo, mas sim, aproveitar a força dele para levá-lo ao chão. Com a fofoca é a mesma coisa.

Como pessoa pública, fui alvo, a vida inteira, de maledicências atrozes, arquitetadas pelos concorrentes por motivo de inveja das realizações importantes que tive o privilégio de protagonizar. Pois saiba que sempre tirei proveito dos disse-me-disses, transmutando-os em divulgação positiva. Posso declarar que mais da metade dos meus alunos me foram enviados pelos concorrentes que, ao tecerem algum comentário aleivoso, excitaram-lhes a curiosidade. Eles vieram para ver de perto e acabaram gostando do que viram!

Quando você escutar algum mexerico sobre uma pessoa amiga, um colega de trabalho, seu Mestre, seu tipo de Yôga, não tenha acanhamento de dizer em alto e bom tom:

“Não acredito numa palavra do que você está dizendo. Essa atitude não é digna da pessoa educada que você é.”

Se isso não for possível, parta para a gozação:

“O quê? Você está dizendo que meu Mestre fez isso? Se ele de fato o fez, subiu no meu conceito, pois agora sei que ele é um ser humano como eu. Então, posso confiar nele.”

Identifique e isole o fofoqueiro

O fofoqueiro é um doente, um mal educado e um neurótico. É muito fácil identificar a origem das maledicências. Sempre que alguém contar uma inverdade, ou fizer um comentário pérfido, fraudulento, sobre um fato originalmente verdadeiro, registre quem foi. Mesmo que essa pessoa declare que ouviu dizer, que a origem da estória não foi ela. Se o fato se repetir com a mesma pessoa, ela passa a ser considerada responsável pela origem dos rumores ou divulgadora deles, o que é igualmente grave.

Os quatro filtros

Antes de passar um comentário adiante, pense:

É verdade?

Tem certeza?

É útil?

Vai contribuir para fazer as pessoas mais felizes?

Se não satisfizer a cada um desses crivos, não passe o comentário para a frente.

Como lidar com o disse-me-disse

Com o zum-zum-zum, sempre devemos ir para trás ao invés de ir para a frente. Explico: quando você escutar alguma coisa que cheire a boato, ou qualquer informação de que alguém disse ou fez algo desabonador, ou de que alguém disse algo de terceiros, ao invés de passar essa informação adiante, retroceda. Pergunte: quem lhe disse isso? Se o caluniador não quiser dizer quem foi, deduza que então foi ele mesmo que inventou. Caso ele diga quem foi, vá mais para trás e consulte essa pessoa. Muitas vezes, já no primeiro a quem você retroceda, basta para descobrir que a história era bem diferente da que lhe foi passada. Se não bastar continue rastreando de onde partiu o futrico.

Como levar o fofoqueiro a se suicidar

Quando alguém disser algo como: “eu soube de uma coisa horrível que o Fulano disse de você”, não pergunte: “o quê?”. Quando alguém disser: “eu não concordo com a orientação desta escola”, não pergunte: “por que?”. Para um fofoqueiro não há coisa pior do que não poder falar. Você não demonstrar interesse pelo que ele tem a dizer ou, até mesmo, impedi-lo (“não fale mais nada; não quero saber”) é a pior coisa que pode acontecer na estratégia do fofoqueiro.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Mais um artigo sobre alimentação e meio ambiente

Dessa vez saiu no American Journal of Clinical Nutrition.


abraços,
Vini

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Rê em New York!


Foto que a nossa querida Rê mandou de sua estada em New York participando do Sat Chakra em companhia do Marcelo Tessari, Marisol e seus alunos.

Muito bom saber que nossos alunos são recebidos com carinho em várias partes do mundo.

Beijos,
Vini

terça-feira, 19 de maio de 2009

Niríshwarasámkhya

foto: Vini Rocha


Há dias estou tentando escrever um texto que esclareça um pouco mais sobre Sámkhya, a filosofia que fundamenta o Yôga Antigo.
Fiz várias versões, com explicações sobre tattwas, gunas, púrusha, prakriti... e a coisa ficava cada vez mais complicada.

Até que parei para pensar: será que há 5.000 anos atrás as pessoas complicavam tanto as coisas assim? Será que preciso saber tudo isso para sentar e fazer uma boa prática?

Cheguei a conclusão que não. O que precisamos é ter uma atitude mais descomplicada e enxergar as coisas como elas são. Aí que me veio na cabeça alguns versos de Alberto Caeiro, o heterônimo pastor de Fernando Pessoa.

Para mim, ninguém até hoje explicou o Sámkhya de uma forma tão simples e bela. Por isso resolvi postar aqui dois trechos escritos por Pessoa e que na minha opinião, é o que precisamos saber e sentir para sermos realmente naturalistas!

Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.

Não é o bastante ser cego
Para ver as árvores e as flores.

É preciso também não ter filosofia nenhuma.

Com filosofia não há árvores: há idéias apenas.



O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,

E nem pensar quando se vê,

Nem ver quando se pensa.

Mas isso (tristes de nós que trazemos a alma vestida!)

Isso exige um estudo profundo,

Uma aprendizagem do desaprender.

Fernando Pessoa
(Alberto Caeiro)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

gripe suína

Acabei de ler um excelente texto do Tomás (tô para os intímos) sobre a gripe suína.

Recomendo a leitura!

Segue abaixo o link:

Blog do Tomás Seidl - gripe suína


abraços,
Vini

quarta-feira, 29 de abril de 2009

dança indiana

Com essa onda da novela das oito tenho visto muitas apresentações de dança indiana pipocando por ai e por isso resolvi escrever um pouco sobre esse tema.

Para começar dizer dança indiana é o mesmo que dizer dança brasileira. A Índia é um país multicultural como o Brasil, com tradições bem distintas e por isso existem centenas de estilos de dança bem peculiares. Neste texto vou abordar a dança clássica Indiana, que já não é uma coisa só e conta com vários estilos.

Não sou especialista no assunto, mas tenho uma grande amiga em São Paulo, a Estelamare , que morou 8 anos na Índia para estudar dois estilos de dança: Bharata Natyam e Kathakali. Além desses tempo, ela retorna periodicamente a Índia para se aprimorar e estar em contato com seus mestres. Como você pode ver, dança indiana não se aprende em um fim de semana e segue uma relação Mestre/Discípulo bem importante.

A Dança Clássica Indiana é uma tradição muito antiga e teve origens nos templos hindús. Por isso ela possui uma forte conotação filosófica e religiosa. Cada apresentação conta uma lenda ou um aspecto de algum deus da mitologia hindú, como Shiva, Krishna, Parvatí, entre outros.

Todos os estilos de dança clássica estão ligados ao Natyashastra, o tratado mais antigo do mundo sobre dramaturgia que se têm notícia. Ele foi escrito por Bharata entre os séc III e IV D.C.
Esse tratado sânscrito define os principios técnicos e estéticos utilizados na dança e dramaturgia hindú, como movimentos, mudrás (gestos) e expressões faciais.

O Bharata Natyam deve ser o estilo de dança clássica indiana mais conhecido. É a mais antiga e tradicional forma de teatro e dança indiana. Foi desenvolvida nos templos do sul da Índia. É uma dança bem percussiva e utiliza linhas geométricas bem precisas e marcadas.

Abaixo vou deixar um vídeo de uma apresentação da Estela de Bharata Natyam para você poder vizualizar uma verdadeira dança indiana!

Para saber mais sobre seu trabalho: www.estelamare.paulo.nom.br

Abraços,
Vini





terça-feira, 28 de abril de 2009

deixe seu comentário!

Queridos,

Queria primeiro pedir desculpas pela falta de frequencia na publicação de novos posts aqui no blog. Tenho alguns textos quase prontos que em breve serão publicados.

Também queria pedir para você deixar algum comentário quando ler alguma coisa por aqui. Gostando ou não, deixe sua opinião!
Às vezes tenho a sensação de estar sozinho por aqui.

Você também pode colocar dúvidas, perguntas, ou sugerir algum tema a ser abordado.
Esse espaço é nosso.

Abraços,
Vini